Quem faz hemodiálise pode comer castanha? Oleaginosas e rins.
Castanhas, nozes e amendoim têm fama de saudáveis. Na doença renal, alguns minerais pedem atenção.
- Nutricionistas Kauana e Camila Monteiro
- CRN-3 4646/1 · CRN-3 6003/7
- Online para todo o Brasil e presencial em Araraquara
Depende. E aqui está o porquê.
As oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas e amendoim) são fontes de gorduras de boa qualidade, mas também concentram potássio e fósforo em porções pequenas. Se elas cabem no seu plano, em qual quantidade e de qual tipo, depende dos seus exames.
Pouco volume, muitos minerais.
Por terem pouca água, as oleaginosas concentram nutrientes: um punhado pode somar quantidades relevantes de potássio e fósforo. Versões salgadas, torradas com sal ou em pastas industrializadas podem acrescentar sódio e aditivos.
A castanha-do-pará tem um ponto específico: é muito rica em selênio, e o consumo em excesso desse mineral não é recomendado para ninguém.
Tipo, porção e frequência.
Como as oleaginosas podem ajudar a atingir as calorias necessárias em algumas fases do tratamento, a decisão costuma envolver um equilíbrio entre benefícios e minerais. Esse equilíbrio é feito de forma individual na consulta.
Cada organismo responde de um jeito. A resposta para o seu caso depende dos seus exames, do seu tratamento e da sua rotina. As nutricionistas avaliam isso com você na consulta.
O que muda a resposta no seu caso.
- Seus exames (potássio, fósforo, ureia, creatinina e outros)
- O estágio da doença renal e o tipo de tratamento
- Se você ainda urina e quanto
- Os medicamentos em uso
- A quantidade, a frequência e o restante da alimentação
Por isso, duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem receber orientações diferentes.
Do WhatsApp à sua consulta.
1. Mande sua dúvida
Conte brevemente o seu caso pelo WhatsApp. A equipe responde e explica como funciona o atendimento.
2. Avaliação com seus exames
Na consulta, as nutricionistas analisam exames, tratamento, rotina e preferências alimentares.
3. Orientação individual
Você recebe um plano alimentar pensado para o seu caso, em conjunto com a orientação da sua equipe médica.
Outras dúvidas frequentes.
Perguntas e respostas.
Castanha-do-pará é liberada na doença renal?
Depende dos seus exames. Além do potássio e do fósforo, ela tem muito selênio, o que pede atenção à quantidade.
Amendoim é igual às castanhas?
O amendoim é uma leguminosa, mas tem composição parecida em vários pontos. A avaliação é individual.
Pasta de amendoim pode?
Depende da porção, dos seus exames e do rótulo, já que algumas têm sal e aditivos.
Referências
- Kalantar-Zadeh K, Gutekunst L, Mehrotra R, et al. Understanding sources of dietary phosphorus in the treatment of patients with chronic kidney disease. Clin J Am Soc Nephrol. 2010;5(3):519–530.
- Ikizler TA, Burrowes JD, Byham-Gray LD, et al. KDOQI Clinical Practice Guideline for Nutrition in CKD: 2020 Update. Am J Kidney Dis. 2020;76(3 Suppl 1):S1–S107.
- NEPA/UNICAMP. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO). 4ª ed. Campinas: NEPA-UNICAMP, 2011.
- Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Informações ao público. sbn.org.br.
Conteúdo informativo e educativo das Gêmeas Nutricionistas — responsáveis técnicas: nutricionista Kauana Monteiro (CRN-3 4646/1) e nutricionista Camila Monteiro (CRN-3 6003/7). Não substitui a consulta com nutricionista nem o acompanhamento médico. As orientações e os resultados variam de pessoa para pessoa. Em caso de sintomas intensos ou de piora, procure atendimento médico ou o pronto-socorro.
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